Trocaram os papéis e em lugar do discurso do Estado da Nação Trump profere o discurso do estado do Serviço Nacional de Saúde-SNS em Portugal

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Visivelmente irritado, o presidente americano chegou com 20 minutos de atraso junto dos jornalistas que o aguardavam para tomar nota do discurso do Estado da Nação, e com a aspereza a que nos acostumou, nem pediu desculpa. Depois, numa entrada a pés juntos sobre os repórteres que se arriscaram a fazer-lhe perguntas, respondeu enfadado com uma impaciência de quem estivesse ali a ouvi-los há horas.

Exortou-o o do New York Times a portar-se bem e mais irritado ficou logo de seguida, quando em voz alta e sem entender do que estava a falar, leu “falta de médicos, de enfermeiros, carência de camas, surtos de legionela e outras bactérias perigosas, macas espalhadas pelos corredores, 17 horas de espera pelos doentes nas urgências, …”.

Foi a tempo de fazê-lo calar, o assessor de imprensa do presidente correu e, mais rápido do que a tentar saber como um lapso desta gravidade aconteceu, com uma pancada quase atirou o microfone ao chão, que ficaria partido, como partida ficaria a cabeça do responsável pela troca dos discursos, se Trump naquele momento de raiva lhe conseguisse saber quem era.

Não constituiu propriamente uma novidade acerca de Portugal o que ele disse. Como não deve ser novidade para ninguém tentar adivinhar o que ele disse depois em privado aos seus assessores e conselheiros. Basta ver do jeito degradante que fala aos jornalistas e já se fica com uma ideia.

 

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