Toxicodependentes querem estatuto de viciados em videojogos

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Depois da Organização Mundial da Saúde introduzir o vicio dos videojogos na lista de distúrbios que causam dependência, surgiu uma onda de consternação na comunidade “Cajós da Beira”, que defende um tratamento igual para jogadores e drogados por todo o Mundo.
“Quero poder dizer à minha mãe que não posso ir jantar a horas porque não dá para desligar a seringa”, diz-nos Cajó (nome fictício), membro da comunidade, que resolveu manter o anonimato. “Drogar-me até às 4 da manhã, poder ir à Fnac e ter uma secção de haxixe, tudo empacotado em saquinhos. Meu Deus, que sonho!”
A comunidade sonha ainda poder juntar toxicodependentes e jogadores de videojogos num único torneio patrocinado pelos grandes clubes nacionais. Com o nome provisório de “Drogados mas limpos” conta com várias modalidades, com jogos que demorarão horas devido ao estado lastimável de cada participante. “Consigo estar 4 horas a correr contra uma parede no Counter-Strike”, diz-nos Cajó (outro nome fictício), jogador em fase de treinos para a primeira edição. “Os jogos de FIFA normalmente demoram umas 6 horas, vamos a penaltis e ninguém acerta na baliza.”
Mesmo na perfeita harmonia não deixa de haver divergências quanto ao estatuto de alcoólico. “Cheiram mal, fazem muito barulho!”, diz-nos curiosamente Cajó (ainda outro nome fictício). “Não há paciência, cantam músicas românticas durante os jogos, não ajuda à concentração!”
Parece óbvio que a Organização Mundial da Saúde abriu novas fronteiras em duas comunidades tão distintas, e a redacção do Penúltima Hora espera por mais desenvolvimentos em breve.