Nova Gastronomia: “Cozido de Pejão”

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Três meses passaram desde o inicio do fogo que devastou o concelho de Castelo de Paiva. Os resíduos provocados pelo incêndio têm abalado as populações que vivem junto das Minas de Pejão, e que esperam pela ajuda do estado português, que até agora pouco ou nada fez em relação ao carvão que continua em combustão, deitando resíduos tóxicos e produzindo uma espessa névoa no local.

No entanto, o problema trouxe também uma oportunidade para novas abordagens. O chef Joaquim Avelãs, um cozinheiro conhecido na localidade pela estrela Michelin que obteve na loja de pneus, criou um prato inovador inspirado no famoso Cozido das Furnas.

Os ingredientes secretos do “Cozido de Pejão” são os odores e o vapor característico que se formaram através da queima do carvão da Mina. A iguaria é cozinhada deixando uma panela à entrada da mina durante duas horas. Embora pouco equipado para as condições do terreno, Joaquim Avelãs percorre cerca de 500 metros com o auxilio de um escafandro de forma a depositar a panela devidamente preparada.

O chef, sempre de espírito aberto, apesar da espessa névoa e fraca clientela, brinca com repórter do PH dizendo que a receita parte também da ajuda do antigo monarca português D. Sebastião que aparece de vez em quando para lhe abençoar a panela.

Além do “Cozido de Pejão”, Joaquim Avelãs tem ainda em mente mais estabelecimento por todo o mundo, tecendo já ideias para uma “fritura de Chernobyl”, ou o menos sonante, “Bife à Hiroshima”. “A zona já não está no ponto, tenho de falar com o Trump”, afirma Avelãs tossindo incessantemente.

O espaço de Joaquim Avelãs, a “Roulotte do Avelãs” encontra-se numa transversal da M503 e oferece um menu bem ao gosto de qualquer carteira, para quem encontrar o barracão, claro.

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