Manifestação de patrões à porta do PCP

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Foi convocada para ontem à tarde, à porta da sede do PCP na Soeiro Pereira Gomes em Lisboa, uma manifestação de patrões indignados com o próximo aumento do salário mínimo, no que constitui a maior concentração de pessoas naquele local desde que ali estiveram reunidos os acionistas das maiores empresas em bolsa, em luta contra a cobrança de IRS nos seus dividendos.

Houve protestos em voz baixa e quando os manifestantes começaram a juntar-se, interveio a brigada de trânsito, de livro de autuar na mão, para pôr ordem no local que estava a ficar apinhado de viaturas de luxo, como Mercedes e BMW, estacionados em segunda fila, ostentando uma vida de luxo que é a sua maior imagem de marca.

Alguns desses manifestantes empunhando tarjas de tule com frases de ordem e cartazes pintados com letras banhadas a ouro, tentaram romper o cordão formado pela polícia e daí derivaram pequenas bastonadas nas costas, de que não os protegeram os belíssimos casacos de couro que envergavam, assim como nos braços e nas pernas, deixando à vista calças e camisas da Gant rasgadas de alto a baixo, que os fizeram acorrer ao serviço de urgência de uma unidade de saúde privada para serem suturadas as feridas.

Os protestos deverão continuar, até porque com o aumento anunciado do ordenado mínimo, é natural que se agravem as condições de vida de alguns, nomeadamente por parte dos proprietários de pequenos estabelecimentos que tiverem de fechá-los e começar a procurar trabalho por conta de outrem, pois o mais certo é que, simplesmente por serem incompetentes, não venham a conseguir auferir mais do que aqueles quinhentos e pouquíssimos euros.

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