Julgamento de Manuel Vicente só não é adaptado ao cinema porque ninguém veria um filme que já se sabe como vai acabar

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E neste caso, com a absolvição do réu. O julgamento do angolano Manuel Vicente, acusado de corromper um Procurador público em Portugal, bem que poderia ser adaptado ao cinema, mas correr-se-ia o risco de revelar-se um fracasso, isto é, de se investirem milhões de euros numa produção de luxo, a contratar atores, montar cenários, fazer efeitos especiais, e no fim não se deslocar nenhum espetador às salas de cinema.


Isto, porque ninguém estaria à espera de um final diferente daqueles em que, normalmente em Portugal, os réus lá porque são ricos e poderosos são mandados em liberdade para casa por falta de provas.


Lá fora é que nem sempre tem este desfecho. Inspirados na vida de delinquentes famosos, até romances de 900 páginas têm sido escritos por grandes autores e só por cá é que o enredo é sempre o mesmo. Nunca muda e no final só se revela infeliz para quem estava à espera que fosse feita justiça.

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