Interrogatórios a Rui Rangel passam para a tarde porque depois de almoço solta mais a língua e mostra-se mais colaborante

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Ao cabo das primeiras sessões, os juízes encarregados da instrução ao Processo LEX, perceberam que o juiz-desembargador Rui Rangel, a quem até aqui o único defeito que alguém apontava era o de ter um penteado caído em desuso, se mostrava mais alegre, extrovertido, desenvolto e mais participativo nos inquéritos, no período subsequente ao almoço.

Beneficiando do seu estatuto de magistrado, almoçava sempre muito bem. Comia faustosamente e bebia um jarro de vinho da casa de um restaurante anexo ao Tribunal. Nessas ocasiões o juiz-desembargador exibia a voz menos embargada e respondia com maior clareza às perguntas, rindo mesmo que estas revelassem provas que apontassem contra si. Devia rir-se também de pensar que nunca seria descoberto.

O repórter PH estimula o consumo de vinho, até para apoiar os produtores nacionais, porém, estimado leitor consuma-o com moderação. Em excesso pode revelar o reverso da medalha, isto é, arrisca-se a, em locais inapropriados, falar demais. De algumas pessoas ficaríamos a saber que têm amantes, por exemplo. Das que já sabemos que as têm, contra todas as expetativas, que têm e são afinal de ambos os sexos.

 

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