Homem paga IUC de um automóvel que nunca possuiu

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Fernando Casimodo, de Ranholas, foi notificado pelas Finanças por ter o IUC de um Mercedes SL 200 em atraso. Poderia ser um caso como tantos outros (eu já recebi uma destas notificações mas a redação pagou), não fosse o facto de Fernando nunca ter tido tal automóvel e ter falecido em 1958.

Porém, o inesperado não termina aqui. O ultraje foi de tal forma excessivo que Fernando decidiu, com autorização Superior, dirigir-se em pessoa (alma, neste caso) à repartição de Ranholas, terra que o viu nascer, para realizar o pagamento e apresentar reclamação.

Como sempre, em cima do acontecimento, e com o auxílio de um médium que faz trabalho conjunto com o PH a fim de localizar moedas perdidas nas instalações para sacar cervejas das máquinas, conseguimos contactar o defunto.
Antes de passarmos à transcrição, alertamos para o facto de existir algum ruído conhecido como White Noise, que poderá ter alterado alguns detalhes

Fernando: Epá tou “bzzzz” com esta porcaria. Disseram-me que tenho de pagar primeiro e reclamar depois. Ainda tiveram a lata do “xzxzxzxz” de dizer que para me restituírem o dinheiro, tenho de apresentar a certidão de óbito. Sei lá onde ela está, tenho o quarto de pantanas! “Fobzzzzz”. Como as senhoras que lá estavam pareciam meias pálidas de me verem, acabei por decidir pagar. E não é que os “bzzzzz” não me aceitaram as moedas? Dizem que já não estão em circulação! Conclusão, perdi uma manhã no Banco de Portugal e só quando me pus branco de raiva é que lá me deram umas moedas de Iuro ou Euru ou lá o que era. Estamos cada vez piores, não facilitam nada a ninguém. Mas digo-vos, tenho a minha reencarnação agendada para daqui a um ano e já prometi a mim mesmo que conduzir carro, só se for os do Estado.”

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