Habitante de Arraiolos alarmou o país com a notícia de um sismo que estava a sentir no Japão

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Semblantes carregados mitigados de dor. Máscara de sofrimento aplacado pela impotência de nada poder fazer para impedir a tragédia. Assim ficaram os jornalistas da CMTV quando interrompe um noticiário em direto, o telefonema de um habitante de Arraiolos que dizia estar a sentir um sismo de proporções idênticas ao de 1755.

Segundo ele, as paredes da casa onde estava abanavam, já muitos objetos estavam desfeitos no chão, imensas cratera na rua já tinham engolido automóveis e até o teto ameaçava ruir a qualquer instante. Em pânico, todo o pessoal de serviço na CMTV interrompeu o que estava a fazer e de telefone na mão começou a ligar para variadíssimos locais da zona para averiguar mais detalhes da tragédia sem par que estava a ter lugar.

Ao desespero seguiu-se a estupefação e a revolta generalizada dos presentes, quando em função das ligações efetuadas, se chegou à conclusão de que no Alentejo e em todo o país a situação era de ima calma sem precedentes.

O habitante de Arraiolos afinal não era a partir de casa que relatava o drama que certamente já teria ceifado vidas. Era empresário e estava de passagem pelo Japão, numa cidade situada entre placas tectónicas sobrepostas e por isso era habitual mexerem-se. Como naquela região da Ásia isto até era normal, a ligação do alentejano foi cortada de imediato e el perdeu o pio. Mas tão discretamente que ficaram as pessoas que assistiam em casa sem saber se ficou a dever-se à menina da régie ter mandado desligar a chamada ou se foi mesmo por lhe ter caído o teto em cima da cabeça.

 

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