Autoridades espanholas temem que espuma do Tejo suba da zona de Abrantes e possa ir poluir Almaraz

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A densa mancha de espuma que apareceu na região de Abrantes, a cobrir como um manto o Tejo, está a deixar sem dormir as populações moradoras na região da central nuclear espanhola em Almaraz.
As autoridades já mostraram o seu descontentamento pela forma como em Portugal o Ministério do Ambiente tem lidado com a situação, a seu ver de modo ineficaz, tanto para remediar o mal que está feito, como para prevenir futuras reincidências.

Não deixe de ser irónico que há uns meses tivéssemos sido nós a apresentar queixa em Bruxelas acerca do receio de uma fuga radioativa, mas passado este tempo tudo indica que os papéis se inverteram.
Como se fosse um especialista de renome, o ministro do Ambiente português já veio explicar que pelas leis da natureza é impossível isso poder verificar-se, visto que, ao longo do rio, a localidade espanhola se situa a montante de Abrantes.

Só esperamos é que da localização de pontos no mapa o ministro João Matos Fernandes saiba um pouco mais do que o seu homólogo que chefiava na altura dos grande incêndios a pasta da Administração Interna.

É que não poucas vezes, na proximidade do fogo, as populações aflitas pediam a intervenção dos aviões e estes ou tardavam em chegar ou, se nunca apareciam, era talvez porque por engano tivessem ido parar a outro lugar.

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