A boa companhia a que António Costa se referia é afinal a de Vieira da Silva

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Numa passagem do discurso das jornadas do PS, António Costa aludiu à boa companhia em que tem andado como 1º Ministro e que ela é para continuar.

Houve quem logo visse aí um claro recado a Rui Rio, dispensando a hipótese de um Bloco Central em detrimento de dar continuidade à política de alianças com a CDU e o Bloco de Esquerda que de resto o têm ajudado a governar “e bem”, em sua opinião.

Quem não entende que as coisas possam ser assim, é o astuto ministro da Segurança Social Vieira da Silva, que tem andado preocupado em que o seu nome possa ser pronunciado na hipótese de uma remodelação ministerial a acontecer em breve, visto já o terem associado pelos piores motivos ao escândalo da Raríssimas e recentemente à ideia extraordinária da cedência de capital por parte da Santa Casa ao Montepio.


Revelando uma maneira no mínimo diferente de pensar da maioria das pessoas que discute a atualidade política, a seu ver, é à sua companhia bem como à dos restantes membros do Executivo que o Primeiro-ministro se refere quando diz que olha para o lado e constata que não podia estar melhor acompanhado. Pelo que, pelo menos no imediato, o astuto ministro que é também muito competente, considera ter o lugar assegurado, não concebendo que numa conjuntura tão favorável alguém pudesse sequer pensar que desejaria estar de saída.

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